Eu estava já há alguns momentos na igreja quando, de repente, fui tomado por uma indizível agitação na mente. Ergui meus olhos, o prédio havia desaparecido diante de mim; uma única capela concentrava e ajuntava, por assim dizer, toda a luz; e em meio a esse esplendor, vi, de pé sobre o altar, sublime, vestida de esplendor, cheia de majestade e doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha medalha. Uma força irresistível me atraiu a ela; a Virgem fez-me um sinal com a mão para me ajoelhar; e então ela me pareceu dizer: ‘obedece!’ Ela não disse uma palavra sequer, mas eu entendi tudo. (1)Afonso Ratisbonne Esta é a descrição, segundo a narrativa do Barão Teodoro de Bussiéres, que o próprio Afonso Ratisbonne dá a respeito do que lhe acontecera em Roma naquele dia em que caminhava pela nave da igreja de Santo André dos Frades. O acontecimento, ao longo da história da Congregação de Sion, é referido ora como “aparição”, ora como “visão”. Um ou outro ainda se refere a ele como “experiência teologal” e até mesmo como “revelação de Deus”. Um documento eclesiástico da época o classificou simplesmente como “milagre”. Qualquer que seja o nome que se dê ao acontecimento, é importante ter em mente a substância mesma do fato, e como este se enquadra no contexto maior da Igreja, sobretudo a Igreja da época, e do mistério cristão. O não tão longínquo assim século XIX é considerado amiúde como um século marial devido às várias aparições de Nossa Senhora, especialmente na Europa, e ao destaque que o culto da Virgem Maria ganhou no ensinamento da Igreja naquele período. As aparições marianas mais importantes no século XIX foram: a) aparição em Paris em 1830; b) aparição em La Salette em 1846; c) aparição em Lourdes em 1858. Há ainda outras aparições que não tiveram tanta repercução mundial; são elas: em Pontmain, França, em 1871; em Knock, Irlanda, em 1879; em Castel Petroso, Itália, em 1888. Há ainda outros fatos que fazem do século XIX um século marial. É em 1842, por exemplo, mesmo ano em que Afonso Ratisbonne veria a Virgem Maria em Roma, que o escritos de São Luís Maria Grignion de Monfort são achados, incluindo a sua obra magistral “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria”, que é sem dúvida, hoje em dia, a obra mariológica mais influente no mundo católico. Em 1854, o Papa Pio IX proclamava o Dogma da Imaculada Conceição de Maria, isto é, o ensinamento de que a Virgem Maria nunca possuiu em si a concupiscência. Antes, porém, 1846, a Virgem Maria, sob o título de Imaculada Conceição, foi proclamada, pela Igreja, Padroeira dos Estados Unidos da América. Entre 1883 e 1902, o Papa Leão XIII publicaria nada mais que onze encíclicas sobre o poder do Santo Rosário. Foi, pois, em meio a esta atmosfera profunda e delicadamente mariana, que o fato de 20 de janeiro de 1842 se dera. Em meio a tantas outras aparições, era impossível que o milagre concedido a Afonso não fosse chamado, também ele, de “aparição”. De fato, há algo nele que se parece com aqueles outros fatos históricos aos quais a Igreja deu o nome de “aparições”, e que justificaria, portanto, e em certa medida, esse título. Esse algo é precisamente o aspecto histórico da questão. O que aconteceu em 20 de janeiro de 1842 na igreja de Santo André dos Frades não foi somente uma movimentação subjetiva em Afonso; foi algo também presente na realidade objetiva: as lágrimas que Afonso derramava ali eram lágrimas de verdade e não lágrimas simbólicas. O que se quer dizer quando sublinhamos que estas intervenções de Deus na história da Igreja são “históricas” e não meramente subjetivas? É verdade, todavia, que, nestas assim chamadas “aparições” de Nossa Senhora, apenas os videntes a podem ver; o que nos levaria a afirmar, em um primeiro juízo, que tais fenômenos seriam puramente de ordem subjetiva. O caso é que a percepção de mundo, a “mundividência” como a chama a Filosofia, nas sociedades ocidentais de hoje em dia são profundamente materialistas: julga-se que a realidade é tão-somente um composto físico-químico que cabe às ciências empíricas conhecer, descrever e manipular. Há, todavia, outras formas de percepção do mundo que são mais amplas, complexas e holísticas. E temos de partir delas para compreender as afirmações, e as realidades descritas por estas afirmações, que acerca do mundo faz a Palavra de Deus. Se cremos, por exemplo, que existem anjos conosco a nos ajudar em nosso dia a dia, temos de admitir, necessariamente, que o mundo é muito mais que um composto físico-químico. A realidade deve-se compor, pois, de várias camadas, as quais, ainda que invisíveis aos olhos físicos, poderiam, contudo, ser admitidas pela perscrutação do espírito. Se Nossa Senhora vem a terra em certas ocasiões conversar com certos indivíduos, e até mesmo interagir corporalmente com eles, Santa Catarina Labouré, por exemplo, pôde debruçar-se sobre os joelhos da Virgem Maria quando esta se sentava em uma cadeira, ainda que tais acontecimentos estejam alheios aos olhos dos outros, eles são, contudo, verdadeiros, desenrolando-se em extratos desconhecidos da realidade, e provando-se pelos efeitos visíveis de sua ação, a saber, os milagres que se operam em tais aparições. Se nós olharmos o contexto ideológico da Europa no século XIX, nós vamos compreender que as aparições marianas foram como que uma “contravenção” às modas filosóficas da época. O século XIX foi um período em que as doutrinas subjetivistas e idealistas que vinham sendo “chocadas” no século XVIII, depois de romper a casca do ovo, cresciam e se fortaleciam nos meios culturais. Este pintinho ideológico era o seguinte: a sociedade, por influência de certos filósofos, começou a admitir a ideia de que o ser humano não seria capaz de apreender a realidade objetiva do mundo em que ele se insere; tudo aquilo que o homem julga ser conhecimento do mundo não passaria, na verdade, de representações mentais; o ser humano só conheceria os pensamentos que ele tem da
Uma Receita de Agradecimento
Minha experiência com os Religiosos de Sion se deu em minha paróquia com o estágio pastoral de três religiosos em momentos diferentes. O que tenho a destacar é a valorização do conhecimento de Deus através da cultura judaica. Como cristã, conhecer os Religiosos de Sion me fez compreender melhor o amor de Deus pelo seu povo, tirou dos meus olhos vendas que existiam quanto ao povo judeu, me fez entender o quanto é necessário conhecer de onde surgiu Nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós cristãos relutamos em dizer que Jesus é judeu, como se ele tivesse nascido cristão. O apreço dessa congregação pelo estudo, e pelas formações que recebi, me fez entender que, quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais nos aproximamos de Deus. Também me fez entender a necessidade de estar em constante aprendizado em relação a Igreja, através do estudo da Palavra de Deus e do Catecismo da Igreja Católica, e também pelo cuidado com a Liturgia da missa. Fez diferença também conhecer algumas palavras da Língua Hebraica, que acrescenta no conhecimento da Palavra de Deus, me fazendo entender termos até então não conhecidos. Na catequese das crianças, tivemos a vivência do fazer memória do Shabbath, que nos enriqueceu quanto ao conhecimento da tradição judaica, ligada diretamente à Eucaristia. Aprendemos a fazer o pão chamado Chala (pronuncia-se “rala”), trazendo para a vida pessoal esse pão, partilhando em família, e fazendo parte até de momentos dos encontros com as crianças, quando se trata de partilha. O interessante na feitura desse pão é que, no desenvolver da receita, é pronunciada a benção do pão como gratidão a Deus pelo alimento. Penso que nós cristãos devíamos nos fundar mais na espiritualidade da gratidão. A produção do pão chala contribuiu para a compra de tecidos para as vestes dos cerimoniários em minha paróquia (Santa Ana, Ribeirão Pires); ajudou também a divulgar um pouco da cultura judaica, pois, com o pão, seguia o seguinte cartão: É o mais tradicional pão judaico, cujo termo significa “a porção do sacerdote” BENÇÃO AO COMER CHALÁ Baruch ata IAH Elohenu Melech haolam hamotzi lechem min haaretz. Bendito és Tu, nosso Deus, Rei do Universo, que fazes surgir o pão da terra Posso dizer que o pão chala é, em minha vida, um divisor de águas, passou a fazer parte do cardápio da nossa família, partilhando-o com amigos, e principalmente, fazendo memória do aprendizado da convivência com a Congregação dos Religiosos Nossa Senhora de Sion.
No Abismo uma Presença
“No Princípio Deus criou o céu e a terra.” Gn 1, 1 Às vezes pode acontecer que nós passamos os olhos sobre as palavras da Bíblia sem apreender o seu real significado. Entendo aqui por “real” significado a “experiência” vital que o autor quis comunicar com as suas palavras. Essa experiência é o entendimento de uma questão da realidade objetiva [Deus, o homem, o mundo] desde a perspectiva divina; quer dizer, Deus que concede ao autor do texto bíblico o dom de compreender aquelas questões como Ele mesmo [Deus] as compreende. Quando você lê a Bíblia em espírito de fé, isto é, desde a presença do Espírito Santo em você, você exerce o sentire cum ecclesia e se torna capaz, também você, de compreender as coisas desde a perspectiva de Deus. No Princípio Deus criou o céu e a terra. Qual seria, pois, a experiência vital que se encontra sob essas palavras? O que Deus entende sobre o mundo e quer que nós também compreendamos? Para ter esta experiência vital, iso é, a de compreender o mistério da existência do mundo, ou, digamos ainda melhor, a de entender a própria questão do “existir”, desde a prespectiva de Deus, é preciso que entre Ele e você exista uma relação, e mais do que isso, uma união, é preciso que a sua mente esteja unida à mente de Deus. Ora, esta relação e esta união foram realizadas, em um plano objetivo, pelo Santo Batismo. Num plano subjetivo, isto é, naquilo que depende de você, esta relação e esta união se exercem, sobretudo, pela oração, que não é outra coisa que a relação direta, não intermediada, entre Deus e você. Para compreender, portanto, o que significam profundamente as palavras “No princípio Deus criou o céu e a terra”, faz-se necessário que você as ouça, como todas as demais afirmações da fé, dentro do campo da sua relação pessoal com Deus. Um exegeta especialista no Pentateuco, com todo o conhecimento técnico e histórico que possa ter da composição do texto, se não colocar o seu conhecimento dentro da dinâmica da relação pessoal com Deus, não terá da questão senão um conhecimento superficial, ainda que pareça erudito e muito sério. Na dimensão da fé, todavia, você sabe que aquele que criou o céu e a terra é Aquele mesmo que está dentro de você, e que você adora no Santíssimo Sacramento. No princípio, a Santíssima Trindade, que habita em você e que você come na sagrada comunhão, este Deus criou o céu e a terra. No Princípio Deus criou o céu e a terra. Onde quer que esta afirmação tenha sido dita ou escrita pela primeira vez, quem quer tenha sido o homem que a concebeu, certo é que o fez tendo diante dos olhos a imensidão do céu e da terra. Penso nos olhos do corpo mesmo, e não “diante dos olhos” como uma expressão metefórica para o pensamento. Provavelmente, esta verdade, a que é expressa pelas palavras “No princípio Deus criou o céu e a terra”, foi sentida longe da agitação dos centros urbanos [sim, também a antiguidade tinha as suas grandes cidades]. É mais razoável supor que as intuições filosóficas e teológicas são geradas com mais facilidade no silêncio e na solidão do que em meio às futricas, frivolidades e cansaços que temperam a vida urbana de qualquer época. Certa vez, em uma ocasião em que estava em pleno deserto da Judeia, enquanto me encontrava um pouco afastado do grupo, aproveitei o ensejo para dar alguns passos adentro para ver como é que é estar a sós no deserto. A primeira coisa que notei, aliás, é melhor dizer, a primeira coisa que me invadiu, foi o silêncio do deserto. Aqui vale uma comparação: da mesma forma que os curacos negros no espaço, com sua poderosa gravidade, suga tudo ao seu redor, inclusive a luz, o deserto, mal comparando, absorve todos os sons que se emitem nele. Como não há nada para reverberar o som, as palavras que se dizem, o barulho dos passos sobre o terreno arenoso e pedregoso, tudo isso é absorvido no grande silêncio do deserto. Esta experiência eu a fiz durante o dia; fico a imaginar, contudo, qual não será a experiência do deserto à noite, quando imperam o silêncio e as trevas que se deixam entrecortar apenas pela luz da lua ou das estrelas. É no deserto que se pode ver e sentir “o céu e a terra”, o mundo superior, onde Deus habita, e a terra, o plano onde labutam os homens. No princípio Deus criou o céu e a terra – esta são palavras que vêm do deserto; são palavras de quem experimentou o abismo da existência e o amor de uma Presença que o preenche.
Falecimento do Padre Desire Bayart
Faleceu nesta terça-feira, 4 de setembro, em Paris, o Padre Desire Henri Gislain Bayart, da Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion, aos 87 anos de idade. Desire professou seus primeiros votos em Sion em 1951, e em 1958 foi ordenado presbítero na Catedral Notre-Dame de Paris. Até 1978 dividiu seu tempo entre a França e Israel. A partir de 1979, porém, estabelece-se definitivamente em Paris. Atualmente, Padre Desire vinha residindo em uma casa de repouso para idosos das Pequenas Irmãs dos Pobres. Requiescat in pace.
Missão Sioniana – Rio de Janeiro
A Paróquia Nossa Senhora Consolata acolheu diversos missionários para adentrar seu espaço territorial levando a mensagem de Cristo Ressuscitado. Estes missionários eram formados pelos religiosos de Sion em seus diversos níveis, sacerdotes, irmãos, irmãs – apostólicas e contemplativas, formandos – postulantes e aspirantes e associados de Sion. A Paróquia Consolata está sob a custódia dos Religiosos de Sion desde o final de 2014. Padre Gilmar, o primeiro pároco, e os padres Espedito, Manoel, Ilário e Wander foram seus vigários até então. A paróquia fica no bairro Benfica, rodeado por quatro comunidades, ou favelas, a mais conhecida sendo a da Mangueira – aquela da Escola de Samba – onde há uma capela em honra a Nossa Senhora da Glória. Outra comunidade é a Telégrafo, com a capela de Nossa Senhora de Todos os Povos; outra capela é a Nossa Senhora das Graças, e num outro lado no “bairro” chamado Herédia, a capela Nossa Senhora de Fátima. São, portanto, quatro capelas e quatro comunidades, uma distinguindo-se totalmente da outra. No meio destas comunidade está a matriz Consolata, que unifica todas as comunidades num território pequeno, mas que populacionalmente é grande, aproximadamente 70 mil habitantes. A proposta, segundo o pároco, era que a missão se desenrolasse nas comunidades e não diretamente na matriz, que os missionários se aventurassem a descobrir um Rio de Janeiro e um povo que se esconde nas diversas vielas, becos, travessas, ruazinhas e amontoados. Nem todos que moram nas ditas favelas são pessoas más ou usuárias de entorpecentes ou bandidos ou coisas que talvez as mídias e a ignorância nos levam a pensar, mas um povo sedento da Palavra de Deus, de oração, de vontade de estar junto a Deus. Bem verdade que nem todos que moram ali são de religião católica, mas até mesmo os ditos ‘não crentes’ foram receptivos à mensagem e proposta desta missão. Os missionários foram recebidos como moradores, andavam por ali e eram reconhecidos como tal, não simplesmente pessoas crentes e que estão próximas de Deus, mas pessoas que levam um mensagem de conforto, alegria e salvação. O grupo organizador dividiu os missionários em 4 grupos, são eles: Verde – Telégrafo: Padre Edivan, Irmã Josélia, Silvanete, postulante Rodrigo, postulante Rafael, postulante Jorge e aspirante Jônatas; Azul – Arará: Padre Osmar, Irmã Oberdan, Irmã Jilvaneide, postulante Edgar, postulante Igor, aspirante Paulo e aspirante Gabriel; Amarelo – Herédia: Padre Ilário, Irmã Ivete, postulante Estevão, postulante Osvaldo, postulante Wellington, postulante Marcos e postulante Lucas; Branco – Mangueira: Padre Wander, Irmão Cristiano, Irmã Cida, Irmã Diva, postulante Elivelton, postulante Gean e aspirante Francisco. Além destes tivemos a presença do Padre Béo e do Pe Gilmar que auxiliaram nas diversas comunidades e na matriz. O Superior Geral dos Religiosos, Padre Donizete e a Provincial das Religiosas, Irmã Zezé, estiveram na missa de Abertura das Missões na Consolata. A palavra deixada para os missionários do Padre Superior foi: “Semeai, e não se preocupem com a colheita, pois caberá a Deus receber as primícias”. No segundo dia, pela manhã, os missionários tiveram uma formação com o Padre Donizete sobre o início de Sion, a partir das cartas de Padre Theodoro às Madres de Sion: Sophie Stouhlen e Louise Weywada (o conteúdo desta formação está no Boletim In Sion n.14) e uma carta do Padre Superior dos Mínimos ao Padre Theodoro, dias após o 20 de Janeiro. À tarde os missionários foram às comunidades, onde foram recepcionados pelos coordenadores e paroquianos para as visitas às casas. Na terça-feira pela manhã a missão foi no território da matriz, no bairro do Benfica. À tarde os missionários retornaram às suas respectivas comunidades. Quarta-feira pela manhã houve duas palestras: Irmã Ivete falou de Maria, a filha redimida de Israel; Irmã Jilvaneide falou sobre o Congresso Internacional Cristão Judaico de Sion em Budapeste na Hungria. À tarde mais missão: cada grupo com suas diversas programações. Já na quinta-feira a missão começou cedo, porém no bairro Benfica; à tarde novamente retornamos às comunidades. Sexta-feira, palestra na parte da manhã com o Padre Ilário, que falou sobre o Calendário Judaico, como funciona a partir de suas festas. Como curiosidade ele nos mostrou como funcionam os Zodíacos a partir de versículos bíblicos. No almoço fomos recepcionados por uma notícia muito triste para nós de Sion, que foi a morte de nossa Irmã Nésia, que morava na Casa de Idosas no Cosme Velho, e que estava de idade avançada. Este dia foi diferente, pois seria o dia de descanso pela tarde. Porém, com esta notícia, irmãs e alguns irmãos foram à casa do Cosme Velho para ver no que podiam ajudar. Sábado pela manhã estava marcado uma formação com o Padre Béo sobre a Espiritualidade Sioniana; contudo, com a morte de nossa irmã Nésia, fomos todos à missa de corpo presente na capela do Colégio Sion, no Cosme Velho. A missa foi presidida pelo Padre Ilário, e concelebrada pelos padres Beo, Edivan e Gilmar. A assembleia se fazia com os missionário religiosas das comunidades do Cosme Velho e familiares da irmã falecida. A Sion celeste recebia uma filha da Sion terrestre. Após a missa alguns foram à capela mortuária das Religiosas, que ficava em Botafogo, para o sepultamento da religiosa. Sábado à tarde seria o encerramento de toda a semana missionária. A hora de celebrar a vitória de uma semana em que se realizaram inúmeras benfeitorias tanto para o povo que recebia a visita dos missionários quanto para os missionários que receberam do povo a motivação vocacional para a qual Deus chamou todos os batizados: Profeta, Pastor e Sacerdote. Lembro uma frase dita no fim das celebrações e encontro com o povo da Capela da Glória: “Perdemos hoje uma Filha de Sion, mas ganhamos com esta semana inúmeros filhos, irmãs e irmãos de Sion, vocês agora fazem parte desta grande família sioniana.” Finalizamos mais uma semana missionária. Para mim é a quarta, pois já estive na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Distrito de Arcadas, em Amparo, em 2014, Castro na Paróquia Nossa Senhora do Rosário no ano de 2015,
Conversa com Padre Donizete
Padre Donizete Luiz Ribeiro, natural de Bueno Brandão, MG, é o atual superior geral da Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion. Neste depoimento de 3o minutos, ele nos fala sobre sua trajetória vocacional, abordando temas como vida religiosa, estudos, sacerdócio etc. Confira o vídeo completo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=4ejOUrZnFGQ