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São José, o Justo

A justiça é uma postura necessária na sociedade moderna, pois com a sua prática exerceremos a conduta do viver bem, dando ao semelhante o devido respeito e dignidade… 

Jorge Augusto Candiani Silva

17 de Outubro de 2019

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A justiça é uma postura necessária na sociedade moderna, pois com a sua prática exerceremos a conduta do viver bem, dando ao semelhante o devido respeito e dignidade.

Neste texto irei expor a importância da justiça e de São José, um homem justo que, embora não seja muito mencionado nas páginas da Bíblia, contribuiu imensamente para a concretização do projeto salvífico de Deus.

Sendo José, designado a nomear Jesus, o Filho de Deus e, através do nome, transmitir a realeza davídica para cumprir as profecias, pôde não só contemplar, mas também educar o Messias, dando a ele uma identidade, um ofício e ensinando-o a ser plenamente homem.

Em Mateus 1,19 se encontra o referido adjetivo de Justo atribuído a este homem.

São poucos os personagens bíblicos que são intitulados justos. Um deles é José do Egito que, no Judaísmo, é considerado um grande Tzadik[1], “um grande justo”.

Após ter sido vendido pelos seus próprios irmãos, ele teve compaixão deles; foi tentado por uma mulher maliciosa e não se deixou corromper por ela; estava em terra estrangeira onde existia o paganismo, e não se deixou levar pelas influências das divindades egípcias; permaneceu até o fim fiel a Deus; agiu com dignidade e respeito aos olhos do Senhor e aos olhos dos homens; dedicou seus talentos a ajudar os homens, reconhecendo sempre que tais talentos procediam de Deus; não permitiu que o sucesso e a glória o seduzissem, e mesmo em silêncio expunha suas preces e orações vindas do seu coração ao Deus único, O Deus de Israel.

Já José, o Nazareno, assume o papel de ser pai do Filho de Deus, conduzindo-o na sinagoga, praticando com ele todas as Mitzvot[2] e mostrando o homem com o olhar humano e justo. Sempre ao lado de Maria, sua esposa, preservando-a virgem e sendo puro com ela, proporcionou ao Messias uma família que é a realidade humana onde se manifesta o amor do próprio Deus.

As ações de ambos foram reconhecidas justas pelo Senhor e pelos homens.

Podemos ver uma semelhança entre esses dois personagens: José do Egito tinha a prática de interpretar sonhos vindos de Deus e São José entendeu sua vocação por meio de um sonho, reconhecendo-o como revelação divina. Eles representam a justiça nos dois testamentos. E por isso podemos intitular São José de Tzadik do Segundo testamento, um homem que teve a dignidade inabalável e respeitou a vontade de Deus.

É importante salientar que a importância de um Tzadik é garantir a presença da Shechiná[3], pois afirma a tradição judaica:

“Faça a vontade d’Ele sua própria vontade, que Ele faz sua vontade como a vontade d’Ele” (Avote 2:4).

Mateus afirma que José se levantou e “fez” como o anjo lhe ordenara. A partir disto toda a vida de José foi marcada pela aceitação e cumprimento da vontade de Deus: vai para Belém, foge para o Egito, volta a Nazaré… 

Enfim, é preciso entender que, no Judaísmo, o justo garante, através de sua justiça, que o Espírito de Deus atue na sociedade.

José, sendo um Tzadik, pode garantir a presença do Espírito, pois pela força do Espírito o Verbo divino torna-se humano em Maria, e José, o Tzadik, garante que se conclua o projeto de Deus que foi prometido na Aliança.

 Jorge Augusto Candiani Silva, Postulante NDS

[1] Tzadik – em hebraico: צדיק    – justo

[2] Mitzvot– plural de Mitzvá -regras de conduta judaica.

[3] Shechina – em hebraico: שכינה – presença de Deus – presença do Espirito

Nov. Jorge Augusto Candiani Silva

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